quarta-feira, 13 de abril de 2011

U2 pela 2ª vez...

PopMart Tour - a 1ª Vez =)

13.04.11 360º Tour - a continuação...
Amanhã farei umas das coisas que mais amo fazer na vida: estar num grande show de rock. Ok, o U2 é pop, mas, mesmo assim, fantástico. Pela segunda vez estarei num concerto deles, amanhã 13 anos depois do primeiro. Adoro os concertos gigantescos pela força de todos ali juntos, da energia mais do que positiva e da alegria estonteante que me invade sempre nestes momentos. A música sempre me moveu, durante a vida toda foi assim. Foi o motivo pelo qual quis aprender outros idiomas, a razão de conhecer e fazer novos amigos, aquilo que faz o meu corpo vibrar e a mente explodir efervescendo. Gosto também dos shows intimistas, da boa música que se degusta como o vinho: em silêncio e bem quietinha. Mas, amanhã será dia de gritar até perder a voz e de, mais uma vez, ter certeza que a vida é muito boa na companhia de meus amigos. Amanhã será dia de cantar músicas que canto desde os 15 anos ao lado de amigos que tenho desde antes dos 15 anos, e isso é maravilhoso sempre.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cordel do Fogo Encantado

Encantadora trilha sonora de uma noite surpreendente,
lindamente forte e crua como toda noite deve ser,
quando a poesia se fez

Olhos sorridentes

Quando meus olhos te vêem
sorriem um sorriso largo
tão amplo como pode um sorriso ser.
Sorriem
na esperança de poderem expressar
a imensa alegria que sente
todo o meu corpo
naquele instante em que
você está frente a meus olhos
e tudo o que quero na vida
é ver.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Miedo (Lenine)

Miedo

Lenine

Composição : Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá


Song sent by Marcelo, aka Malito

domingo, 10 de abril de 2011

O Medo

 

Nesta semana, um ou dois dias antes do assassinado de várias crianças no Rio de Janeiro, aconteceu algo que me fez pensar no que sentimos em relação às outras pessoas. Num dos semáforos em meu caminho para o trabalho, um pedinte passava com sua mão tímida, quase assustada, por entre os carros. Ele trazia a mão rente ao corpo, os olhos inseguros e o passo reticente. Chamei-o em minha direção para dar-lhe comida, doces ou bolachas que sempre tenho em meu carro para estas ocasiões; e para os famintos amigos que vez ou outra roubam um ou dois pacotinhos que sabem estar lá. Pois é, há sempre comida no meu carro, forma patética que eu encontrei para aliviar um pouco minha pesada consciência de quem não faz muito, quase nada, pelos outros.
Contudo, não quero falar do que faço, mas sim do medo que vi nos olhos do mendigo que se aproximou temeroso de meu carro como se eu pudesse representar algum perigo. Pensei muito nisso depois: no medo tão enraizado que todos, e cada um de nós, têm em relação às outras pessoas. De onde vem este medo? Porque tememos pessoas como nós? Sei, sei, vocês me diriam: Não vê toda a violência que nos cerca? Não vê do que o homem é capaz? Vejo sim, mas vejo também que há muito mais gente neste mundo que não merece que tenhamos medo delas só por ter.
Não vemos que tememos uns aos outros como se fossemos nós mesmos nosso maior inimigo? Ricos temem pobres por sua inveja e cobiça na mesma medida que pobres temem ricos por seu poder e falta de limites. Brancos temem negros por sua cor e negros temem brancos pela cor que eles não têm. Árabes temem judeus e vice-versa. Filhos temem seus pais e, muitas vezes, são os pais que temem seus filhos. Alunos tímidos e sensíveis temem os grandalhões e assim sucessivamente numa burra corrente onde todos perdem. E nada, nada disso faz sentido algum para mim.
No dia 20 de Abril de 1999, dois meninos entraram armados numa escola em Columbine, no Colorado (EUA), mataram 12 alunos, um professor e feriram muita gente. Assim como no Rio de Janeiro nesta semana que passou, falou-se de quão quietos e pouco ajustados à sociedade eram os atiradores, falou-se da violência divulgada pela televisão, vídeo-game e computadores via internet como motivos para tal violência sem sentido. Em 2002, o cineasta Michael Moore lançou seu documentário “Tiros em Columbine” falando sobre os fatos ocorridos no Colorado e sobre a violência em seu país e, durante todo o filme, o Sr. Moore nos mostra como o medo gera a violência nos Estados Unidos, ele é seu combustível. E eu concordo com ele.
Pois então, medo gera medo, ódio e violência. Precisamos aprender e ensinar a não temer o outro, a não vê-lo como um potencial inimigo, mas sim como alguém como nós. Somos bons afinal, não? A solução não está em comprar armas, blindar carros ou construir muros cada vez mais altos, mas em trabalhar para uma sociedade onde estas coisas sejam desnecessárias. Antes de qualquer coisa temos que entender que o respeito e o amor por toda e qualquer vida é mais importante que tudo nesta vida.  Eu, de minha parte, adoraria viver num mundo onde ninguém tivesse medo de mim nunca e onde eu não temesse ninguém. Não podemos deixar de acreditar na gentileza e na bondade. Jamais.
Boa semana e todo o meu carinho, um longo abraço e um beijinho. Força sempre pra todos nós.

Rhythm And Poetry

Gabriel Pensador - Brasil

Boss AC - Portugal

Calle 13 - Puerto Rico

Roots Manuva - England

Mos Def - USA

MV Bill - Brasil

Control Machete - México

sábado, 9 de abril de 2011

Peace made through Music

O Sol

Este homem
Sempre amei aos homens por motivos diferentes.
Uns por sua força e outros por sua sensibilidade.
Aquele por sua beleza inconfundível e sufocante,
outro por sua inteligência cativante.
Ainda há o que me fez rir, impossível resistir.
Encantaram-me quando desviaram seu olhar pego de surpresa e
quando me encararam como a questionar.
Mas então,
há este que parece conter todos.
Seus olhos me prendem astutos e sorridentes,
sua boca dona de voz inconfundivelmente forte mostra-me
que não posso me conter.
Trançados há muito tempo, cabelos grandes coroam sua cabeça
e parecem me desafiar sempre.
Não é belo, mas nele vejo toda a beleza que quero
e, tal qual esfinge egípcia pode me devorar.
Doce como o amanhecer, sabe acalentar;
é muralha que não pode ser derrubada,
mas sabe ser ponte que se dobra para eu passar.
Este homem por quem me encanto e me perco,
é dono de almas e segredos.
Mostra-me sua inteligência com palavras e sua opinião é sempre clara.
Talvez nunca mais volte a ser a mesma, e isso me faz sorrir.