sexta-feira, 13 de maio de 2011

Canibal



frutas
 Trouxe frutas pra você,
pra que seja doce este comer
animal
cabal
canibal.
goiaba vermelha de perfume forte
e polpa suculenta,
vem pelo nariz e inunda a língua inteira:
morde
sente
engole.
pêra, suave areia, que roça no céu
da boca e se desmancha em
arrepio
calafrio
cio.
Amoras e cerejas, tal sangue,
vermelhas
fecho os olhos e as engulo inteiras
enquanto você engole a mim.
(meu Chaplin assim-assim)


Jantar
Trouxe galhos de bambu, lírios e tulipas
Cheios de delicadeza para nosso jantar à chinesa.
Comida nada casual ou banal sobre a mesa,
Teremos a mim e a ti, nossa sobremesa.
Há verdes borboletas e libélulas azuis e amarelas  
Para enfeitar meus cabelos,
Para ti o vermelho escarlate de tua terra,
Cor da alegria, da paixão e da guerra.
E não haverá pressa, está combinado que o Sol
Demorará um bocado e atrasado nascerá,
Encantado com a bela Lua vista sobre a Terra.
A ouvir devagar Billie cantar suaves blues,
Teremos tempo para saborear a doçura
Que há em cada prato do amar.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Martha Graham (11.05.1894)



The red dress (by Martha Graham)

Martha Graham foi uma das mais importantes bailarinas e coreografas do século passado. Ela transformou não apenas a dança moderna, mas também o conceito do que consideramos dança. Depois de Martha Graham, mais do que técnica, dança é uma forma livre e natural de expressão; um universo muito mais amplo e democrático. Uma expressão artística essencialmente humana. A dança hoje ainda é o reflexo de Martha Graham, revolucionária.
Martha Graham (1948)



We believe

in love, no matter what, cause that's what girls are made for

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Per te, Mari carina:


“È cose tra un suono e un salto, tra il fare e poi disfare,
Dopo um po’ di tempo si scopre che la musica è un gioco da imparare.”

“É algo entre um som e um salto, entre o fazer e o desfazer.
Depois de um pouco de tempo se descobre que a música é um jogo a se aprender.”


sent by Alê Pagliuca

domingo, 8 de maio de 2011

Riccardo Muti fa cantare "Va pensiero" a Roma - Bravo!

Aconteceu no mês passado e foi um momento inesquecível. Riccardo Muti acabara de reger o célebre coro dos escravos, Va pensiero, do terceiro ato de Nabucco, e o público do Teatro da Ópera de Roma, aplaudia incessantemente e bradava bis! (Cabe lembrar que, para além de sua intrínseca beleza, o VA PENSIERO foi também uma espécie de hino informal dos patriotas do Risorgimento – e daí o enorme apelo emocional que preservou entre os italianos.) Que faz, então, Ricardo Muti? Volta-se para a platéia e, depois de recordar o significado patriótico do Va pensiero, pede ao público presente que o cante agora, com a orquestra e o coro do teatro, como manifestação de protesto patriótico contra a ameaça de morte contida nos planejados cortes do orçamento da Cultura.
sent by Alexandre Pagliuca (aka Alê)
Da ópera Nabucco de Verdi
Va' Pensiero  Va' Pensiero
 
Va', pensiero, sull'ali dorate, Voa, pensamento, com tuas asas douradas;
va', ti posa sui clivi, sui colli,  voa, pousa-te nas encostas e no topo das colinas,
ove olezzano tepide e mollionde  perfumam mornas e macias
l'aure dolci del suolo natal! as brisas doces do solo natal!
Del Giordano le rive saluta, Cumprimenta as margens do rio Jordão,
di Sïonne le torri atterrate... as torres derrubadas de Jerusalém...
Oh mia patria sì bella e perduta! Oh minha pátria tão bela e perdida!
Oh membranza sì cara e fatal! Oh lembrança tão cara e fatal!
Arpa d'or dei fatidici vati, Harpa dourada dos grandes poetas,
perché muta dal salice pendi? porque agora estas muda?
Le memorie nel petto raccendi, Reacendas as memórias no nosso peito,
ci favella del tempo che fu! fale-nós do bom tempo que foi!
O simìle di Sòlima ai fati, Como Sòlima fez com o destino
traggi un suono di crudo lamento, traduz em música o nosso sofrimento,
o t'ispiri il Signore un concento deixa-te inspirar pelo Senhor
che ne infonda al patire virtù! para que nossa dor se torne virtude!