segunda-feira, 26 de novembro de 2012

The Beatles Strawberry Fields Forever (2009 Stereo Remaster)




Strawberry Fields Forever
The Beatles

Let me take you down,
'cause I'm going to Strawberry Fields.
Nothing is real,
And nothing to get hung about.
Strawberry Fields forever.

Living is easy with eyes closed,
Misunderstanding all you see.
It's getting hard to be someone,
But it all works out;
It doesn't matter much to me.

Let me take you down,
'cause I'm going to Strawberry Fields.
Nothing is real,
And nothing to get hung about.
Strawberry Fields forever.

No one I think is in my tree,
I mean, it must be high or low.
That is, you can't, you know, tune in,
But it's all right.
That is, I think it's not too bad.

Strawberry Fields Forever

Let me take you down,
'cause I'm going to Strawberry Fields.
Nothing is real,
And nothing to get hung about.
Strawberry Fields forever.

Living is easy with eyes closed,
Misunderstanding all you see.
It's getting hard to be someone,
But it all works out;
It doesn't matter much to me.

Let me take you down,
'cause I'm going to Strawberry Fields.
Nothing is real,
And nothing to get hung about.
Strawberry Fields forever.

Always know, sometimes think it's me.
But you know, I know when it's a dream.
I think a "No," I mean a "Yes,"
But it's all wrong.
That is, I think I disagree.

Let me take you down,
'cause I'm going to Strawberry Fields.
Nothing is real,
And nothing to get hung about.
Strawberry Fields forever. Strawberry Fields forever,
Strawberry Fields forever, Strawberry Fields forever.

sábado, 24 de novembro de 2012

Sete Minutos



Sete minutos durou a mais longa viagem da minha vida
sete minutos, quatorze,
de um ir e vir sem destino,
inócuo e desvalido
do Cais do Sodré à Cacilhas
adindo, assim, às lágrimas dos outros as minhas
naquele rio que, como eu,
está destinado a perder-se pelo mar.
sete minutos, quatorze,
antes e depois de ver o verde dos teus olhos
a tentar decifrar o que faziam os meus ali
a esconderem-se de ti, de mim,
numa tarde quando foi difícil, doído,
o dizer,
o comer,
o sentir,
o ser.
não me basto, e como bem o disseste, Carlos,
não há neste  mundo pessoa que me salve de mim.
Quatorze minutos, sete por fim, de Cacilhas ao Sodré
foram os mais duros minutos
da viagem mais longa que já fiz
sem olhar para trás, sem coragem para ver
o mais forte de todos os desejos a afogar-se
nas águas do rio que separa,
por sete minutos,
Lisboa de Almada.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

The Beatles - All You Need is Love (HQ)


All You Need Is Love
The Beatles

Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love

There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It's easy

There's nothing you can make that can't be made
No one you can save that can't be saved
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time
It's easy

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

There's nothing you can know that isn't known
Nothing you can see that isn't shown
Nowhere you can be that isn't where you're meant to be
It's easy

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need

All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
Love is all you need
(She loves you yeah, yeah, yeah!)

O primeiro presente do Nicolas, e o que eu desejo de coração pra ele: muita música e amor. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O lado do lado de lá

Menina palestina e tanque Israelense, um resumo de guerra

Quando uma ditadura, como a Síria, 
assassina sua população rebelde
fala-se de um crime horrendo
Quando Israel, que ocupa a Palestina,
assassina sua população sufocada
fala-se em defesa de uma nação
Não há o certo. 
Há o lado certo para estar:
o lado que está ao lado 
do lado onde o dinheiro está.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O tempo



diz-se do tempo que cura
um remédio
o único
receita para as almas que sonham de olhos abertos
diz-se do tempo que passa
um esquecimento
para a mente que erroneamente sente
eu
digo do tempo
que ele serve para acalentar os sentimentos e guardá-los , sentimentos de vinho,
                                                                                                                     com zelo
que serve para cultivar e regar
com sol
              nuvem
    vento
                     beijo
e mar
para ver florescer, mesmo contra toda a lógica que há,
o amor mais sem vergonha, feito Maria de jardim, de existir
o amor que existe hoje, e existirá sempre
em mim



sábado, 17 de novembro de 2012

Perdida


Bebê Hanen Tafish, de 11 meses, no necrotério do hospital Al Shifa , Gaza.  (Mahmud Hams AFP)


Há alguns dias me sinto perdida, sem saber para onde devo olhar todas as vezes que vejo novas estatísticas sobre as mortes que ocorreram por estes dias. Estou cansada de ouvir estes números a cada amanhecer, e já que não posso simplesmente fingir não ouvi-los, abrir os olhos pela manhã tem sido doloroso. Sei que sempre houve e haverá gente a morrer por motivos naturais ou não; de morte morrida ou de morte matada como dizemos por aqui. Entretanto, isso de ver as pessoas se matando por aí como se isso fosse mesmo parte da vida, algo corriqueiro e natural, não é plausível para mim.

Entendo quando chega um furacão a destruir muitos de nós, quando a terra sacode e se abre querendo nos engolir ou quando um touro tem a sorte de, por instantes, vingar a todos os irmãos falecidos e atinge de morte o toureiro. Nestas situações, sei para onde olhar e como me sentir. Chego a compreender, de coração, a capacidade que temos de matar o outro para salvar-nos ou para proteger a vida de um de nós. Sei que eu mataria por minha família e por meus meninos, num arroubo irracional e violento, para salvar-lhes a vida. Sei disso e compreendo porque o faria.

Agora, mesmo assim, como compreender que alguém faça planos para matar a um outro alguém? Como entender que se faça guerra por terras, por dinheiro e por poder? Como perceber as razões que levam pessoas de uma mesma cidade a matarem-se sistematicamente porque se pensam diferentes? Como podemos pensar que se fará justiça nesta vida injustamente?

Sinto-me perdida ao ver esta luta continua num mundo onde não há mocinhos e onde, ainda assim, somos todos nós vítimas. Não há o certo e o errado, o bem e o mal; há apenas o sangue derramado, o nosso sangue e o alheio misturados pelas ruas e pelas casas dessa aldeia que depois de tanta evolução humana parece tornar-se mais e mais irracional com o passar dos tempos.

Estou cansada e queria muito que alguém pudesse me explicar a imagem que ilustra este texto. Eu não a percebo; e sinto, com um pesar insuportável, que chorar por ela não muda nada por aqui. Há explicação para algo tão cruel assim?

Um beijo para todos.

LA BALA



La Bala
Calle 13

El martillo impacta la aguja
La explosión de la pólvora con fuerza empuja
Movimiento de rotación y traslación
Sale la bala arrojada fuera del cañón
Con un objetivo directo
La bala pasea segura y firme durante su trayecto
Hiriendo de muerte al viento, más rápida que el tiempo
Defendiendo cualquier argumento
No le importa si su destino es violento
Va tranquila, la bala, no tiene sentimientos
Como un secreto que no quieres escuchar
La bala va diciéndolo todo sin hablar
Sin levantar sospecha, asegura su matanza
Por eso tiene llena de plomo su panza
Para llegar a su presa no necesita ojos
Y más cuando el camino se lo traza un infrarojo
La bala nunca se da por vencida
Si no mata hoy, por lo menos deja una herida
Luego de su salida no habrá detenida
Obedece a su patrón una sola vez en su vida

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Se escucha un disparo, agarra confianza
El sonido la persigue, pero no la alcanza
La bala sacas sus colmillos de acero
Y sin pedir permiso, entra por el cuero
Muerde los tejidos con rabia y arranca,
El pecho a las arterias para causar hemorragia
Vuela la sangre batida de fresa
Salsa boloñesa, syrup de frambuesa
Una cascada de arte contemporaneo
Color rojo vivo, sale por el cráneo

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Seria inaccesible el que alguien te mate
Si cada bala costara lo que cuesta un yate
Tendrías que ahorrar todo tu salario
Para ser un mercenarío, habría que ser millonario
Perto no es así, se mata por montones
Las balas son igual de baratas que los condones
Hay poca educación, hay muchos cartuchos
Cuando se lee poco, se dipara mucho
Hay quienes asesinan y no dan la cara
El rico da la orden y el pobre la dispara
No se necesitan balas para probar un punto
Es lógico, no se puede hablar con un difunto
El diálogo destruye cualquier situación macabra
Antes de usar balas, diparo con palabras
Pla! Pla! Pla! pla!

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)

Hay poco dinero, pero hay muchas balas
Hay poca comida, pero hay muchas balas
Hay poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao' que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)