terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O sonho



O sonho

Sigo pelo meio, parada e sem jeito; sem vontades nem medos,
à espera do fim e do começo.
Imóvel ser feito de resinas plásticas sem cheiro e cor indefinida;
observo e Sonho.
Visagem, te vejo em sonho ou pesadelo. Atravessado,
você veio no meio de um sonho alheio; sorrateiro.
Eu sonhava com outro que é menos letal
e que não causa danos colaterais indesejáveis e perenes.
Um outro que me aparece sempre que fraquejo,
anjo da guarda sem asas que surge
quando sinto ganas kamikazes de correr em tua direção.
Ele vem e veio sem motivo ou razão como viera você,
acidental.
E sem porquês, lá estava você, mais uma e outra vez,
no meio desta rua úmida
de uma solitária noite silenciosa; meu caminho.
Noite fria e muda como você,
meu pálido par perfeito
perdido.
Fria eu silencio.


domingo, 15 de janeiro de 2017

Somos Anormales (Residente)




SOMOS ANORMALES
Residente Calle 13
Tres ojos, cuatro orejas,
mucho pelo entre medio de las cejas,
con los cachetes, llenos de granos,
sin brazos ni piernas como los gusanos.
Imperfecciones en todos los lugares
cicatrices, jorobas, lunares
juanetes, en los dos pies
con ocho dedos, en vez de diez.

Blanco, que se te ve las venas del cerebro
como café, sin leche, bien negro
mal distribuido como las vacas
mucha barriga pero con las patas flacas.
Cabeza grande, cuerpo chiquito
celuliticos, los muslos blanditos
mucho labio, bembón o bembona
una nariz que parece otra persona.

Aquí todos somos deformes
y nos resistimos a usar uniforme
lo más feo de la flor es el tallo
la belleza se alimenta de fallos.
Cómo nos vemos curiosos,
ponemos a los lindos nerviosos
que toda la gente nos señale,
lo que no es igual, sobresale.

SOY ANORMAL(x3)

Somos anormales.
Lo que me gusta de ti,
es que tu eres anormal.

Nuestra sexualidad se despierta,
el ADN con las piernas abiertas
los cromosomas bailando bolero,
las hormonas con hambre,
lamiéndose los cueros
y procreamos una cosa bien rara,
como nosotros pero con otra cara
Nuestra genética, un laberinto
somos igual de distintos.

Lo que se mezcla es más interesante,
como una mosca con orejas de elefante
los colores se triplican, nadie pierde
amarillo con azul hacen verde.

Original, no lo pueden copiar
lo que es impuro no se puede duplicar
la raza se arregla, cuando se daña.
Somos de la tribu que con sucio se baña!

SOY ANORMAL(x3)

Somos anormales.
Lo que me gusta de ti
es que tu eres anormal.

(coro)


SOY ANORMAL(x12)


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

The last Speech





One of the things I'll miss the most from now on: Obama's speeches... 
Fine words are getting silent and, at the same time, life is becoming noisier these days.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Teu Samba



Teu Samba

Se tivesse eu algum talento, mesmo que tíbio e parco
escreveria para ti uma canção para dizer com beleza
tudo aquilo que tu gostas de ouvir,
porém finges prescindir.

Seria um samba-canção sentido e melancólico,
para lá de bonito e um tanto retórico,
a falar daquilo que muito bem sabemos e, contudo,
ainda desconhecemos.

Versaria sobre um amor assim-assim que nem bem teve começo
e que contraditório a si mesmo,
indestrutível e brutal, nunca terá seu fim.

Amor de coração acelerado, descompassado do seu samba
(que caminha lento e compenetrado
a sentir com paciência teu descaso), crente e cego segue seu fado.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Carinhoso desde 1917...


Pixinguinha, um gênio da música, fez Carinhoso, um chorinho que veio a revolucionar e marcar para sempre a música no Brasil.




domingo, 1 de janeiro de 2017

Blá, blá, blá...


Blá, blá, blá...

No início de 2016 prometi a mim mesma que voltaria a escrever mais porque sentia muita falta das letras e das palavras. Minha terapia particular, algo fundamental para o meu bem estar mental. Decisão de início de ano, coisa certa e que dependia apenas de mim. Fácil meta para cumprir, não? Bem, escrevi menos; muito menos do que nos anos anteriores. Vergonhosamente relaxei e me distraí com coisas tolas. Este ano que acabou de terminar, além de muito difícil para muita gente, foi um ano no qual fugi, covardemente, de mim mesma.

Escrever é algo muito mais emocional do que racional para mim, algo que creio ser verdadeiro para muita gente que escreve. Os dedos movem-se no ritmo do coração e sem muita razão de ser a não ser pela força motriz que nos move: tudo o que sentimos profundamente. Organizam-se, quase com vontade própria, as palavras. Depois vem a reflexão sobre tudo o que foi dito, a revisão em busca dos erros cometidos na certeza de que alguns resistirão no texto, e a procura pelas palavras que ficaram mal acomodadas; fora de lugar.

Pois, apesar de não terem faltado os sentimentos, o fato é que procurei evitá-los muito mais do que encará-los numa espécie de férias sentimentais que resolvi me conceder. Uma espécie de sono profundo induzido para anular sentimentos que me afetaram mais do que eu percebi; mais do que eu gostaria que tivessem. Perdi pessoas que eu amo profundamente para sempre por motivos distintos, e isso é um tanto complexo para compreender e aceitar irrestritamente. É difícil demais abrir mão de quem eu amo para mim. Algo que eu percebo eu não aprendi a fazer e que, sinceramente, não sei bem se realmente quero aprender.

 Chegou 2017 e, isso de deixar os dedos um tanto mudos tinha que findar; já que tudo tem um começo e um fim. Menos as saudades, estas não findarão jamais. Então, sem razão de ser e sem muito sentido, cá estão as primeiras palavras do ano. Apressadas e um tanto frouxas no que tange ao que elas querem (e ou devem) dizer; concordo. Mas, mesmo assim, elas estão aqui para ficar. Oxalá!