Em três tempos.
domingo, 3 de junho de 2018
quarta-feira, 30 de maio de 2018
ALFAZEMA (pra te proteger)
O casal que chora na beira da praia
Ele disse "agora", ela disse "seu tempo
acabou"
Diacho, eu não te acho! Entro na roda, eu fico louco
Danço um coco furioso até o dia acabar
Amoleceu meu coração
Acende o fogo, estende a mão
O que você tem que me acorda e tira o sono
Vira fome e vira som
Vou a fundo, vira mundo
Espero um dia voltar
Alfazema (Alfazema)
Alfazema (Alfazema)
Alfazema (Alfazema)
Proteção
O veneno vencendo e a alma tremendo
Pra ver o temporal que tava pra acontecer
Despacho, arrego, simulacro
Nunca engana o seu sufoco
Benzer, calçar, blindar é pouco
Quando for assim, é pra lacrar
Amorteceu meu coração
Que, já em brasa, acende o chão
Só esse cheiro dá o tom
Mata essa fome, aumenta o som
No vácuo do teu passo em falso
Pulo cedo e voo alto
Desse perfume vou no rastro
Lavanda é quem vai mandar
Alfazema (Alfazema)
Alfazema (Alfazema)
Alfazema (Alfazema)
Proteção
Proteção
Eu vou pedir pro cupido acertar seu gosto (Alfazema)
Já mandei perfumar seu vestido todo (Alfazema)
Vou pedir pro bandido esquecer sua bolsa (Alfazema)
Vou mandar, vou benzer o seu corpo todo (Proteção)
Alfazema (Alfazema)
Alfazema (Alfazema)
Alfazema (Alfazema)
Proteção (Alfazema)
Vou mandar, vou benzer
Eu vou mandar pra benzer
Eu vou pedir para benzer
Eu vou mandar pra benzer
Baiana System e Nação Zumbi

domingo, 27 de maio de 2018
Sem sair do lugar
Sem sair do lugar
Poderíamos dizer
que inesperadamente o Brasil parou. Que ninguém esperava por uma greve de
caminhoneiros que congestionasse o nosso mundo à esta altura do campeonato, aos
40 minutos do segundo tempo de nosso governo inepto e corrupto. Porque nós, a
maioria dos brasileiros, esperávamos uma despedida lenta, melancólica e sem
grandes sustos do Sr. Presidente da República Michel Temer, a.k.a Darth
Sidious, e seus comparsas.
Eleições para
outubro deste ano com um bando de candidatos que não têm muito a dizer para
além da retórica populista e barata, nós com uma esperança desmilinguida de que,
apesar de todos os pesares, a economia e a vida melhore no futuro. Ou seja,
estávamos a levar a nossa vidinha de gente pacata e com preguiça para o embate.
Entretanto, quem
nasceu para alcoviteiro jamais se mostrará alguém que toma a frente em casos de
necessidade porque essa não é sua natureza. E assim, este governo que nasceu do
conluio e seu representante, o seu Michel, tem se mostrado, há quase 02 anos,
de uma incompetência atroz para gerir toda e qualquer situação importante e
mais delicada. Vale aqui um parêntesis: (Não, não estávamos melhor antes e
muito provavelmente não o estaríamos com a Sra. Dilma no comando. Não 2, o
Senhor Lula não é a resposta para as nossas questões.)
Somando-se a
esta falta de habilidade de nosso “mandatário-mor” para o trabalho, temos visto
uma escalada ridícula dos impostos e taxas que, à la Robin Hood às avessas, tem
tirado o dinheiro da população para dar ao rico, inchado e custoso Estado
Brasileiro de maneira pornográfica. Ser brasileiro tem nos custado muito, muito
mais do que aguentamos.
Importando-se apenas
com seu umbigo, como de costume, a verdade é que o Palácio do Planalto não deu
ouvidos ao zum-zum-zum que vinha há tempos dos caminhoneiros autônomos e das
empresas de transporte; como não se importa com quase toda a reclamação do povo
em geral. Porém, quem pode, pode. E os
caminhoneiros cruzaram seus braços, fecharam nossas estradas, e estamos todos
nós sem sair do lugar. Nosso mundo parou e o sacode pelo qual estamos a passar
nesse momento mostra que vivemos numa terra de ninguém; sem uma liderança
respeitada e sem respeito por todo e qualquer cidadão.
Não temos
gasolina, atrasam-se voos, começam a faltar remédios e alimentos, e aqui em São
Paulo buscamos um Posto de gasolina que esteja funcionando como se estivéssemos
em busca do Santo Graal; a paz e a felicidade são um tanque cheio de
combustível. Estamos parados e, me parece agora, a um passo de um país que
poderia ser o cenário de um romance de José Saramago.
quarta-feira, 23 de maio de 2018
domingo, 20 de maio de 2018
O Novo
O Novo
Rápido muda o mundo que gira em torno de
si e chega ao futuro sem sair do lugar.
Ele muda e mudo eu porque a vida segue sempre em frente e
porque assim eu quero;
assim eu quis.
Com minhas pernas poucas caminho em frente,
passos seguros apesar de todas as dúvidas que correm soltas
pela sala de estar
a sussurrar. E agora?
Agora é começar tudo novo de novo,
recomeçar e ver o mundo velho de olhos novos,
coloridos
pela paisagem com
cheiro de tinta fresca
que invade a minha janela.
Por ela vejo tudo que conheço há tanto tempo
feito notícias de última hora.
Novidades sonoras
que me guiam uma outra vez pelas ruas
da minha cidade,
velha conhecida de cara nova
de novo.
domingo, 6 de maio de 2018
terça-feira, 1 de maio de 2018
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