domingo, 24 de novembro de 2013

O hino...

Redemption Song
Bob Marley

Old pirates, yes, they rob I
Sold I to the merchant ships
Minutes after they took I
From the bottomless pit
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty
We forward in this generation
Triumphantly

Won't you help to sing
These songs of freedom?
'Cause all I ever have:
Redemption songs
Redemption songs

Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets
While we stand aside and look?
Some say it's just a part of it
We've got to fulfill the Book

Won't you help to sing
These songs of freedom?
'Cause all I ever have
Redemption songs
Redemption songs

Redemption songs


O cabelo


Caíram como folhas a deixarem seus galhos,
lentos, mas decididos,
a alimentar o chão,
a deixar de ser quem eram e tornarem-se outros.
Foram-se os cachos, foi-se o cabelo que antes tocava
o pescoço,
o ombro.
Cortei o cabelo, curto.
Amostra inocente e feminina de que por dentro
a mudança instalou-se e me transforma,
sinal de que, como o cabelo,
eu, em breve, serei outra
como já o fui outras vezes. 

Frida masculina

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

porque los malos tratos todavía existen...

...Y no debemos cerrar los ojos. Jamás.

Prepárame La Cena
Calle 13

No soy un número, ni parte de una cifra,
Aunque se paga por igual la misma tarifa.
Todos caminamos con la misma camisa
Sin prisa, para mirar donde se pisa.
No vale el tiempo pero valen las memorias
No se cuentan los segundos, se cuentan historias.
La paciencia es lo que se cosecha
Mi calendario no tiene fecha
No estoy solo, ando con mis cinco sentidos
Acá el silencio se convierte en sonido
Todo lo malo que soñé, lo toqué
Pero esta tan oscuro que el miedo no se ve
Yo me huelo lo que siento por eso presiento
Que dentro del circuito me queda poco tiempo
En el próximo tren yo me monto
Prepárame la cena que regreso pronto

Prepárame la cena que regreso pronto
Prepárame la cena que regreso pronto
Prepárame la cena que regreso pronto
Prepárame la cena que regreso pronto

Yo miro para afuera y miro para adentro
La reclusión es mi punto de encuentro
Me ubican dentro de lo marginal
Pero en algún momento todos nos portamos mal.
Y quien determina lo bueno y lo malo,
Lo poco saludable y lo sano.
De lo crudo a lo cocido hay una larga diferencia
Y cocinar termino medio no es ninguna ciencia,
En esta vida me castigaste,
Me robaste el tiempo, me recagaste
Mi culpabilidad es como una pecera vacía
Como juzgar al sol por salir de día.
Si mis tristezas te causan alegrías
Es por que tus reglas son distintas a las mías
Creo en todo lo que veo
Y aunque soy ateo, rezo pa' que nunca me pase algo feo
Para soñar con mi partida y con tu llegada
No me hace falta un matre con almohada
Yo soy libre por que desde aquí yo vuelo
Solo toca despegarse del suelo

Prepárame la cena que regreso pronto
Prepárame la cena que regreso pronto
Prepárame la cena que regreso pronto
Prepárame la cena que regreso pronto

domingo, 17 de novembro de 2013

La Muerte

Nossa Árvore de Natal


Ontem montamos a árvore de Natal aqui em casa que, de maneira a “homenagear” a todos aqui, tem enfeites que representam cada membro desta família que ganhei durante a vida. Adoro montar árvores de Natal e gosto muito desta época que desde 2012 voltou a apresentar-se como um momento muito feliz: uma volta a São Paulo para ficar junto aos meus, minha família e meus amigos, por um bom tempo. Antes, quando eu vivia em Sampa, eu gostava muito da Páscoa porque aquela era a época que eu vinha à Fortaleza para estar com estes daqui que, por méritos, também são meus. Pois, parece-me que as saudades são condição sine qua non desta minha existência que, por minha própria escolha, é dividida. Eu queria ser muitas para poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Mas, não dá.

Contudo, voltando à minha “bola de Natal”, aquela que me representa. Bom, devo dizer que gostei demasiado dela, e que acho mesmo que tem a minha cara: uma caveira mexicana, colorida, bem humorada e com cara de maluca. Ou seja, tem muito de mim. (risada) Brincadeiras à parte, na verdade, gosto muito destas representações da morte mexicanas, além de gostar muito de sua estética, por elas explicarem-me muito de como sinto a vida. Não tenho medo algum da morte, pelo menos não da minha que pouco me afetaria no final das contas, e sinto que a vida em seu percurso ensina-nos a não temê-la.

Durante a vida deixamos de ser quem já fomos até outro dia inúmeras vezes. Eu não sou mais a menina que fui um dia, ou a adolescente da época do colégio, nem... Bem, não sou mais nem quem eu era há 12 meses. E, apesar do desconforto e da dor que a mudança traz num primeiro momento, não há como negar que é ela, a mudança e a transformação que dela resulta, que nos faz sentirmo-nos vivos.  Que faz a vida ser bela e valer a pena. E, por esse ponto de vista, a morte nada mais é que uma nova mudança, não?

Claro que sinto muita falta dos que já morreram. Só eu sei quanta saudade sinto dos meus avós e de outros que eu, por mais que queira, não posso rever. E é claro também que não queria jamais ter que sentir a morte dos que amo, nunca. Muito ao revés do que brinca meu pai, a cada dia que passa, eu percebo menos reconfortante a resposta à notícia da morte de alguém – “Antes ele do que eu.”. E, por isso mesmo, gosto muito do que representam as caveiras mexicanas.

De acordo com as crenças astecas, maias e de outros povos que cá estavam antes de nós e que constituem, (para minha grande felicidade), muito de quem somos - latino-americanos, a morte nada mais é do que uma passagem, uma transição. Por isso mesmo, sua festa mais alegre é o dia dos mortos. Porque nesse dia, no qual lembramos os que já morreram, “recebemos a visita” daqueles que ainda amamos e que, por enquanto, estão longe de nós. Mas é fato: um dia nos encontraremos outra vez, e disso, não há cristão ou pagão que duvide. Há? Então, um dia, estas saudades também morrerão.

Portanto, entre os maias e Albert Einstein que dizia crer na existência de Deus quanto mais compreendia o Universo cientificamente, sinto-me confortavelmente esperando pelas próximas mudanças e pelas transformações que com elas chegarão. Que venha o próximo ano!

Um beijo e boa semana.

"I, at any rate, am convinced that He (God) does not throw dice."

Albert Einstein

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

De repente


De repente o oceano é a distância real de todas as coisas,
tão distantes e quietas que aos poucos vão deixando de existir;
mínguam.
Caladas e borradas, as lembranças amarelam-se e
esvaem-se líquidas pelas mãos por mais que eu tente retê-las.
Queria poder retê-las. Queria poder reter o tempo
e abraçar apertado todos os bons sentimentos que durante anos
fizeram-nos felizes para que, assim, eles jamais pudessem
desaparecer.
Mas, de repente, não mais do que de repente,
a única coisa que existe, de todas as coisas que um dia nos pertenceram,
é o fato de haver
o Atlântico,
calado,
oceânico
e pensativo,
a dividir dois mundos que jamais estarão unidos,
juntos.