Maria Bethânia, não precisa de comentários.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
Fernando Pessoa (mais uma vez)
Fernando Pessoa é uma de minhas
paixões, uma daquelas que começaram na adolescência e que não têm tempo para
terminar. Uma admiração que, como o objeto desta, multiplica-se com os anos e
amplia-se, e que muito ao revés deste cavalheiro, não é nada única ou
particular. O Mundo admira a este poeta desde muito antes de eu respirar pela
primeira vez e, com certeza, assim o será muito depois d’eu cerrar os olhos pela
última. Isso, porque Pessoa foi um gênio tal como o foram Mozart, Gaudí, Michelangelo
e Einstein, por exemplo. Ele foi, e o é, inacreditável.
Eu, por minha vez, admiro-o tanto
que já dei por falar sobre este Senhor ou citá-lo inúmeras vezes. E, isso não
quer dizer que eu saiba e entenda muito sobre este homem, não. Quer dizer que
ele me é um enigma, que me encanta todas as vezes que o leio e releio como
hoje; e que muito de todo este encantamento advém do fato dele parecer-me algo
difícil de entender ou explicar. Eu não quero entendê-lo, não tenho tal pretensão. Quero,
apenas, senti-lo. Sentir alguém que, para mim, se assemelha às Cordilheiras dos
Andes pelo tamanho de sua obra, e que me faz pensar, “Meu Deus, como isso é
possível? Que engenho mágico é este homem pelo Senhor feito?”.
Por mais que eu o leia e releia,
não consigo atinar como um único homem foi capaz desta imensidão que é a obra
de Pessoa, não só por seu volume e diversidade, mas também por seu teor e pela
força que as palavras escritas por ele têm, até hoje. Envergonho-me dos meus
rabiscos, mas conformo-me quando lembro que a intenção destes é apenas terapêutica,
nada mais. Escrever impede-me de enlouquecer. Por outro lado, sinto orgulho de
ter como minha a língua de Fernando Pessoa, e creio piamente que todos os
portugueses deste mundo deveriam sentir-se grandiosos por compartilharem com
ele não apenas as palavras, mas também as ruas, os cafés, o falar metálico e
melancólico, a visão do Tejo... Enfim, por serem eles uma parte do maior poeta
desde sempre.
Sem regras, conceitos ou teorias
para explicá-lo, gosto de ter Fernando em minhas mãos apenas pelo prazer de
tê-lo. Apenas para sentir o quão gigantesco foi aquele homem de talhe tão pequeno
e de alma oceânica. Ao ler Pessoa, tenho a sensação que as palavras fluem nele
como se dele elas nascessem. Como se antes de ser constituído de ossos e
carnes, este homem português tivesse sido feito de palavras e letras. Fernando
Pessoa nasceu homem, mas foi durante toda a sua vida um poema. Por isso, digo e
repito: Eu adoro ler o Fernando Pessoa.
Hay poca educación, hay muchos cartuchos. Cuando se lee poco, se dipara mucho
La Bala
Calle
13
El
martillo impacta la aguja
La
explosión de la pólvora con fuerza empuja
Movimiento
de rotación y traslación
Sale la
bala arrojada fuera del cañón
Con un
objetivo directo
La bala
pasea segura y firme durante su trayecto
Hiriendo
de muerte al viento, más rápida que el tiempo
Defendiendo
cualquier argumento
No le
importa si su destino es violento
Va
tranquila, la bala, no tiene sentimientos
Como un
secreto que no quieres escuchar
La bala
va diciéndolo todo sin hablar
Sin levantar
sospecha, asegura su matanza
Por eso
tiene llena de plomo su panza
Para
llegar a su presa no necesita ojos
Y más
cuando el camino se lo traza un infrarojo
La bala
nunca se da por vencida
Si no
mata hoy, por lo menos deja una herida
Luego
de su salida no habrá detenida
Obedece
a su patrón una sola vez en su vida
Hay
poco dinero, pero hay muchas balas
Hay
poca comida, pero hay muchas balas
Hay
poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao'
que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)
Hay
poco dinero, pero hay muchas balas
Hay
poca comida, pero hay muchas balas
Hay
poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao'
que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)
Se
escucha un disparo, agarra confianza
El
sonido la persigue, pero no la alcanza
La bala
sacas sus colmillos de acero
Y sin
pedir permiso, entra por el cuero
Muerde
los tejidos con rabia y arranca,
El
pecho a las arterias para causar hemorragia
Vuela
la sangre batida de fresa
Salsa
boloñesa, syrup de frambuesa
Una
cascada de arte contemporaneo
Color
rojo vivo, sale por el cráneo
Hay
poco dinero, pero hay muchas balas
Hay
poca comida, pero hay muchas balas
Hay
poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao'
que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)
Hay
poco dinero, pero hay muchas balas
Hay
poca comida, pero hay muchas balas
Hay
poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao'
que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)
Seria
inaccesible el que alguien te mate
Si cada
bala costara lo que cuesta un yate
Tendrías
que ahorrar todo tu salario
Para
ser un mercenarío, habría que ser millonario
Perto
no es así, se mata por montones
Las
balas son igual de baratas que los condones
Hay
poca educación, hay muchos cartuchos
Cuando
se lee poco, se dipara mucho
Hay
quienes asesinan y no dan la cara
El rico
da la orden y el pobre la dispara
No se
necesitan balas para probar un punto
Es
lógico, no se puede hablar con un difunto
El
diálogo destruye cualquier situación macabra
Antes
de usar balas, diparo con palabras
Pla!
Pla! Pla! pla!
Hay
poco dinero, pero hay muchas balas
Hay
poca comida, pero hay muchas balas
Hay
poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao'
que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)
Hay
poco dinero, pero hay muchas balas
Hay
poca comida, pero hay muchas balas
Hay
poco gente buena, por eso hay muchas balas
Cuidao'
que ahí viene una (Pla! Pla! Pla! Pla!)
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O Bom Som do Mau
Som do Mau e seus amigos, ou melhor, Maurício Gerace e Trio. Menino que eu gosto desde a época em que ele ainda andava agarrado aos pais, e que depois de grande anda a fazer um som lindo de se ouvir.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A dor
A dor que é minha,
a mim pertence e a mais ninguém. Ela é minha.
Por mim foi gerada e alimentada.
Velei seu sono em minhas noites mal dormidas,
acalentei-a
por reconhecer nela a minha cria.
É minha toda a paixão e a loucura que só a mim pertencem,
tal como esta dor,
tal como o mal que elas causam, egoisticamente,
apenas a mim.
Como todos os vícios que nos alimentam,
a dor
achegasse como quem nada pretende,
apresenta-se, e se estabelece.
Esta dor que é minha apenas a mim pertence,
fiel a reservar-me seu veneno,
delicadamente.
Meus cigarros fumados na solidão das esquinas
que, paulatinamente,
apodrecem-me por dentro.
domingo, 3 de novembro de 2013
From the botton of my heart...
Golden Slumbers & Carry That Weight
The Beatles
Once there
was a way, to get back homeward,
Once there
was a way, to get back home
Sleep
pretty darling do not cry, and I will sing a lullaby
Golden
slumbers fill your eyes, smiles awake you when you rise
Sleep
pretty darling do not cry, and I will sing a lullaby
Once there
was a way, to get back homeward,
Once there
was a way, to get back home
Sleep
pretty darling do not cry, and I will sing a lullaby
Boy you're
gonna carry that weight, carry that weight for a long time
Boy you're
gonna carry that weight, carry that weight for a long time
I never
give you my pillow, I only send you my invitations
And in the
middle of the celebrations, I break down
Boy you're
gonna carry that weight, carry that weight for a long time
Boy you're
gonna carry that weight, carry that weight for a long time
Oh yeah,
all right, are you gonna be in my dreams tonight?
Love you,
love you, love you, love you, love you, love you, love you,
Love you,
love you, love you, love you, love you, love you, love you,
Love you,
love you, love you, love you, love you, love you, love you,
Love you,
love you, love you
And in the
end, the love you take, is equal to the love, you make, Ah
sábado, 2 de novembro de 2013
As borboletas
Não importa o que eu esteja fazendo no momento,
paro sempre, naquele momento, que me passa pela frente
ou de soslaio
uma borboleta.
Invejo-a, a voar feito bailarina
dando pequenos saltos em
pleno ar
com suas asas magnificas e frágeis.
Feito inseto enamorado pela luz, paro,
mudo meu rumo e a sigo em busca de algo que não sei bem;
o desconhecido. Aquilo que tanto almejo.
Mas a borboleta nem chega a notar-me, e vai-se.
Duvido muito que borboletas tenham desejado,
sequer por um micro segundo que seja na vida, ser gente.
Não creio.
Não creio.
As borboletas, assim como os pássaros,
as flores, o vento e tantas outras coisas,
sabem muito bem a razão de seu viver
e não perdem tempo com
estas besteiras
de gente.
Invejo as felizes borboletas.
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