domingo, 8 de março de 2020
domingo, 1 de março de 2020
A dobrar o Cabo...
A dobrar o Cabo...
Meio século me parece
uma maneira um tanto dramática para designar 50 anos. Ui, a verdade é que dizer
tal número tão redondo, e cheio de peso, perto da palavra anos não suaviza em
nada o problema: a tal idade é mesmo assustadora. Pois, não é que eu, para o
meu desgosto, ou gosto, já que ainda respiro, estou a caminho da tal idade a
passos largos. Meu Deus, estou velha! (risada... ou algo que a isso se
assemelha)
Lembro-me de
pensar, lá pelos 20 anos, que em 2020 eu teria 50 anos e isso me parecia um
futuro tão longínquo quanto aqueles das ficções cientificas. Flashfoward para
carros voadores e vestuários insípidos, imagens que pululavam minha cachola a
imaginar, então, um futuro que só aconteceu em teoria. Amém! Gosto bem mais
desse futuro orgânico que temos.
Bom, o futuro
não aconteceu como eu imaginava, apesar de ter hoje a independência e a liberdade
que desde a infância eu queria. Objetivo número 01 para minha existência era então:
ninguém me diria o que eu deveria fazer. E cá estou, dona do meu nariz e do resto do
corpo que já não é o mesmo; isso, aliás, é um tanto difícil de digerir. Contudo,
a verdade é que desde que iniciamos o 2020 tenho me sentido mais à vontade com a
tal idade. Sei lá, acho que estou a pendurar as luvas da juventude. Entreguei-me.
(kkkkkkkkkk...)
Não há planos
para festa, podem todos tirar o tal cavalo da chuva, posto que de maneira
alguma vou me dar ao absurdo de apagar tais e tantas velinhas. Um horror! Os
planos são para uma viagem, seja lá para onde for, em boa companhia. Ver o mundo
ainda é uma das coisas que mais me agrada, mesmo que ele esteja menos
inteligente e democrático do que eu gostaria. Às vezes parece que a humanidade
caminha de marcha ré, e isso sim me dói muito perceber.
Bom, seja lá
como for, sinto que agora chega a hora de imaginar um novo futuro enquanto
aproveito o início da tal vida de uma senhora que já dobrou o tal Cabo da Boa
Esperança. Que venham as novas aventuras!
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
A alegria
A alegria
Ri o palhaço da própria vida
e de tudo que passa
Ri como riem as crianças que nada sabem
sobre a realidade que as espera depois de algumas esquinas
Ri o palhaço cheio de graça como se fosse
verdadeira a risada
Ri o palhaço por trás de toda a maquiagem
colorida que todas as dores do mundo
disfarça,
a esconder seus olhos cansados
das nossas vistas
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
To Die For
To Die For
Sam Smith
It is if
everyone dies alone
Does that
scare you?
I don't
wanna be alone
I look for
you
Every day,
every night
I close my
eyes
From the
fear, from the light
As I wander
down the avenue, so confused
Guess I'll
try and force a smile
Pink
lemonade sipping on a Sunday
Couples
holding hands on a runway
They're all
posing in a picture frame
Whilst my
world's crashing down
Solo shadow
on a sidewalk
Just want
somebody to die for
Sunshine
living on a perfect day
While my
world's crashing down
I just want
somebody to die for
I long for
you
Just a
touch (does that scare you?)
Of your
hand
You don't
leave my mind
Lonely
days, I'm feeling
Like a fool
for dreaming
As I wander
down the avenue, so confused
Guess I'll
try and force a smile
Pink
lemonade sipping on a Sunday
Couples
holding hands on a runway
They're all
posing in a picture frame
Whilst my
world's crashing down
Solo shadow
on a sidewalk
Just want
somebody to die for
Sunshine
living on a perfect day
While my
world's crashing down
I just want
somebody to die for
I just want
somebody to die for (to die for)
I just want
somebody to die for
(Does that scare you?)
(I don't
wanna be alone)
domingo, 9 de fevereiro de 2020
Sentidos
Sentidos
São cinco os sentidos conhecidos - tato, paladar, olfato, visão e audição - dados por Deus, ou pela natureza, (de acordo com a crença de cada um, ou a falta dela) para compreendermos o mundo. Ferramentas extremamente eficientes para que possamos perceber o que ao nosso redor se passa em detalhes e de maneira completa. Além, claro, do famigerado sexto sentido que parece pertencer mais às mulheres e ao mundo do cinema. Sei lá. Só sei que no meu sexto e misterioso sentido eu confio.
Sendo assim, tão aparamentados e preparados para o tal conhecer, sentir o mundo e compreendê-lo deveria ser sempre algo simples para nós, não? Pois, deveria. Contudo, o fato é que por muitas vezes nem armados de centenas de sentidos seríamos capazes de entender a complexidade do que acontece a nossa volta; ou mesmo dentro de nós.
É fato que não usamos todos os sentidos com a mesma habilidade, e que todos nós temos um sentido favorito, mais acurado. O sentido queridinho, podíamos dizer. Aquele que usamos com mais frequência e de maneira mais confortável para perceber e explicar a realidade que nos rodeia. Eu, como toda a gente, tenho o meu sentido favorito: o tato – compreendo o mundo com o toque das mãos. Apesar de achar que deveria ser com a tagarelice que comigo nasceu. Falar sem razão de ser e como se eu soubesse do que falo a mim me parece um dom. Faço-o sem pensar.
Desse amor pela fala vem o meu apreço pela palavra escrita, minha terapia particular e solitária. Escrever acalma a alma, alegra os dedos e acalenta as excitas elucubrações que habitam o meu cérebro. “Penso, logo existo.” postulou Descartes. Sim, não somos nada sem o pensar. Contudo, de tanto pensar perdemo-nos em meio aos pensamentos de forma tão labiríntica que, por vezes, não sabemos mais o que pensar. Ah, as assombrosas caraminholas...
Seja lá como for, já que temos tantas ferramentas para perceber o se passa ao nosso redor, não nos deveria ser tão difícil, como muitas vezes é, entender o mundo e quem somos. Entretanto, mais do que perder o caminho quando nos deslocamos de uma lado para o outro, é dentro de nós mesmos que mais nos perdemos sem conseguirmos entender o que sentimos. E dá-lhe terapia! Seja ela como for. Mesmo que ela se dê assim, num texto cheio de palavras e com sentido apenas para mim.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
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