Nous n'avons pas besoin de paroles pour dire tout.
sábado, 12 de outubro de 2013
Uma nova paixão sonora
Nescafé
Apanhador Só
Eu cuspo nescafé e você chora leite
De manhã
Amarro o meu sapato
E tu veste o sutiã
Cadê o nosso amor? me diz onde
Vou correndo pegar o bonde
Que linha liga o teu coração ao meu?
Almoço minha angústia
E tu ri com a cara na tv
Eu tomo um conhaque
E tu fala em ter bebê
Remenda o meu sorriso e, sorrindo,
Me costura mais uma ruga
Desfaz a casa que casa com o meu botão
Me esqueço em pensamentos
E tu cobra um pouco de colchão
Respondo qualquer coisa
E tu solta a minha mão
Coloca teu calor na estante
Vem, se deita tranquila e dorme
Em que sonho eu sonho meu sonho igual ao teu?
Que linha liga o teu coração ao meu?
Em que tronco encontro talhado o meu nome e o teu?
Em que sonho eu sonho o meu sonho igual ao teu?
O meu coração ao teu, teu nome talhado e o meu
Meu sonho, meu sonho
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
La poca calma de mi alma...
Control Machete
Verse
1: control machete (fermín iv & pato)
Fermín:
Manifiesto
y pinto lo que siento
A un
alto ritmo si es que viene lento
Escucho
y pienso todo desde adentro
Y no
muero por un nada simplemente me violento
Pato:
Cuando
vengo sé que alguien me llama
De
generación viene fuerte y no se calla
Porque
no te importa esa falsa propaganda
No miro
hacia atrás todo da vueltas se derrama
Porque
el movimiento sigo y lo reviento
Aún
seco el viento con lo que presiento
Influyo
mucho en pensamientos tuyos
No me
esperan porque lo persuado o reúllo
Porque
cuando siento, siento en las entrañas
Siempre
que el alcohol no se combina con las llamas
Porque
no te toca esa falsa historia la castigo
Al
frente y no rodeando la muralla
Verse
2: actitud maría marta
Que a
mí me gusta lo que creo que es mejor para mí desconociendo la importancia de no
tener que omitir
Es mi
silencio que me asesina ahí mismo alto termina
Con mis
fuerzas dispares de la energía
Me
afecta la nada que hay
En mi
espera en mi descansar
Y es mi
deber el tener que saber que
Colaboraría
si derrumbaría la pared
Que
pide al estar de un simple estado
En el
que por tanto tiempo ya he habitado
Donde
acercarse me hizo costumbre
Y la
negra oscuridad conmigo se funde
No
quiero alardear más de mi serenidad
Y
relajarme en lo tranquilo que es el hecho de observar
O
escuchar, masticar, mutilar y frenar
Y
relajarme en lo tranquilo que es el hecho de observar
Chorus
1: x4
Manifiesto
(la poca calma de mi alma)
Chorus
2: x4
Manifiesto,
manifiesto
(y
pinto lo que siento)
Verse
3: control machete
Fermín
iv
Manifiesto,
gritando que traigo dentro
Lo voy
a sacar (lara lara)
En
conformidad, traduzco lo que sueño
Lo que
imagino, lo vuelvo presente
Sin
saber que lo que es mío
Aparece
desvanece y empieza a mecerse
Conduce
los sentidos por fin
Así
converge a la realidad, emerge
Todas
las preguntas que me llegan a la mente
Las voy
a soltar directo con fuerza
Directo
cortante, no voy a callar
Y no
pienso porque vengo gritando no entiendes güey
Verse
4: actitud maría marta
Con
fuerza y paciencia y tomando conciencia
Buscando
encontrando entre pato la ausencia
Que mi
vida se ha tornado se ha vuelto y se ha convertido
No
empaco en cualquier tú tampoco en el mío
Estoy
jodida, podrida y demasiado enviciada
Sin
droga estoy drogada, sin alcohol emborrachada
Mi vida
se ha tornado y no se entiende
Y hasta
mi propia madre ni siquiera me comprende
Es que
tu cara no me mira, tus ojos no me conocen
Así
igual me manifiesto con serenidad sin poses
Digo lo
que creo y siempre trato de no decir nada
Palabras
sin ningún sentido ya se han ido
Diciendo
que siempre la paso cantando canciones sin una armonía
Prisión
en el día viviendo sin nada
Buscando
en la guía pidiendo pasajes
Me la
paso buscando...
terça-feira, 8 de outubro de 2013
incômodo
Hoje sinto grande inveja dos seres pequenos,
simples,
miúdos em seu existir tanto na forma quanto no conteúdo.
Seres com poucos quereres e cheios de paz
por sua capacidade de simplesmente serem quem são
sem decepções,
contradições,
segredos. Sem o tormento.
Queria ser inseto de vida curta e objetiva,
sem tempo para tanto pensar em suas parcas horas de
existência e,
portanto,
completamente ignorante de sua miudeza.
Ser pássaro,
lagarto,
o gato que preguiçoso passa todas as tarde de inverno
a banhar-se de sol no telhado.
Um de meus vizinhos, alguém sem nome para mim e que morava
no edifício em frente,
a apenas alguns passo daqui
de casa,
jogou-se
do décimo
quarto
andar
há pouco mais de uma semana; e seu sangue ainda vivo depois
dele virou poça que lentamente escorreu pelo chão.
Cansado da vida de gente, ele quis ser pássaro ou um inseto
qualquer;
mas pássaros e qualquer inseto que se conheça
não se jogam de janelas, sejam elas altas ou baixas demais.
Homens não são pássaros ou insetos,
e o meu vizinho, hoje, causa-me admiração e medo
com sua covarde-coragem
de tentar voar.
domingo, 6 de outubro de 2013
A Impressão Final
![]() |
| Centro de Montevidéu, Outubro 2013. |
O Uruguai não é um país com
grandes atrações turísticas e, apesar de no primeiro momento isso incomodar
nossos olhos de turistas, depois de algum tempo percebemos que neste fato
reside a sua maior qualidade. Pois, apesar de não haver monumentos grandiosos,
castelos ou edifícios únicos, a natureza desta terra, em toda a sua extensão, é
simples e bela. Este é um país frugal e, portanto, não é um bom país para se
ver de passagem feito curiosidade de circo. Ele foi feito para ser um bom lugar
para se viver.
Por mais que se ande e procure, e
nós procuramos bastante, não há aqui grandes demonstrações de ostentação seja por
parte das pessoas que aqui vivem ou pela nação como um todo. Claro é que há
aqueles que têm muito mais que os outros, e claro também é que há aqueles que
quase nada têm. Percebemos estes extremos quando vamos a Punta Del Este com
seus edifícios grandiosos e cassinos ou quando notamos que sobre pedaços de
papelão e enrolado em alguns cobertores dorme um homem num canto de Montevidéu.
A vida nunca será totalmente justa e esta é uma verdade universal.
Contudo, a impressão que levo
comigo daqui é a de que o Uruguai não é um país de perfumaria que dá grande
valor às futilidades como o meu. Talvez por sua natureza rústica de quem
precisou lutar muito para ver-se independente do Brasil e da Argentina, a “frescura”,
como dizemos nós, não é algo natural aqui. Este é um país honesto e sincero, e
numa incongruência saudável, percebe-se que um dos países mais democráticos e
liberais das Américas é, também, um país profundamente tradicionalista no que diz
respeito à identidade de seu povo e sua cultura.
Não sei se voltarei para lá algum
dia. Creio que não, já que há tanto para ser visto neste Mundo e tão pouco
tempo em apenas uma vida para fazê-lo. Entretanto, se voltasse algum dia
escolheria uma época mais quente, pois o frio mesmo neste início de primavera é
difícil de aguentar ali, e iria de carro a dirigir por este país a conhecer o
que ele tem de mais belo e verdadeiro, aquilo que não foi feito para turista
ver.
![]() |
| Praia Brava, Punta del Este. |
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Inverno
Tristeza
Não sei mais onde guardar a tristeza. Não sei.
Ela vaza pelas frestas de gavetas por sua
qualidade líquida e úmida.
Não há como guardá-la em caixas ou sacos,
ela não cabe em armários, pendurada como se fosse um casaco.
Tentei, simplesmente, esquecê-la num canto.
Entretanto, não me esqueço.
Não há como esquecer-se daquilo que não se percebeu
o começo, e que me parece estará aqui, sempre.
Para sempre.
Seu começo e o meu fim, meu começo e o seu fim misturam-se
e não há como perdê-la, como não há como perder-me
de mim mesma.
Ela é minha, pertence-me egoísta e particularmente
como nada antes me pertenceu.
É minha a tristeza.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
A Primeira Impressão
![]() |
| Río de la Plata |
Chegamos à Montevideo e a
primeira impressão que tenho é a de que a cidade lembra-me muito de Santos, no
litoral paulista. Não sei por que esta foi a impressão que bateu-me, ou
abateu-me. Talvez por seus edifícios de tamanho mediano, suas ruas arborizadas e
seu calçadão sem fim margeando o rio-feito-mar. Talvez, principalmente, porque
haja este rio que mais parece ao mar por seu tamanho sem fim para os nossos
olhos; o Rio da Plata neste ponto parece muito maior do que nossa imaginação
para rios pode prever. Se não fosse por suas águas escuras e por sabermos que
ainda não estamos defronte do oceano que nos aguarda alguns quilômetros adiante,
não fosse por isso, poderíamos crer, cegamente, que estamos defronte a um mar.
Lembrei-me do Tejo, que não tem
estas águas escuras de terra como o Rio da Prata, mas que também tem suas pretensões
à mar. O Tejo apresentou-se lindamente para mim, há um ano, com suas águas azuis
e cheias de história e estórias. Rio donde saíram as caravelas que nos
descobriram, rio que se debruça sobre o mar e que parece por ele ser recebido
de braços abertos convidando-o a navegar por suas águas. Vendo o Tejo chegar ao
Atlântico, compreendi porque parecia tão necessário aos portugueses navegar.
Lindo, também, se apresenta hoje
este rio latino e imponente, cheio de praias e barcos. Rio que separa
Montevideo e Buenos Aires, disso eu sei. No entanto, ainda não sei o quê este
rio me fará compreender. E por isso, assim que me vi cara a cara com ele,
estiquei o pescoço e apertei os olhos para ver se conseguia, com um esforço
tamanho, enxergar o país que fica do lado de lá do rio. Claro que não vi nada
além de água, céu e nuvens que mais pareciam montanhas a margear o rio. Apenas na
imaginação e nas lembranças Buenos Aires está presente e, por isso, posso
vê-la.
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