En tiempos en los cuales oímos
tantas tonterías al respecto de nuestra identidad, no podemos olvidarnos que
somos latinoamericanos: Un pueblo mesclado y esta es nuestra gran cualidad.
Latinoamérica
Calle
13
Soy,
soy lo que dejaron
Soy
toda la sobra de lo que se robaron
Un
pueblo escondido en la cima
Mi piel
es de cuero, por eso aguanta cualquier clima
Soy una
fábrica de humo
Mano de
obra campesina para tu consumo
Frente
de frío en el medio del verano
El amor
en los tiempos del cólera, ¡mi hermano!
Soy el
sol que nace y el día que muere
Con los
mejores atardeceres
Soy el
desarrollo en carne viva
Un
discurso político sin saliva
Las
caras más bonitas que he conocido
Soy la
fotografía de un desaparecido
La
sangre dentro de tus venas
Soy un
pedazo de tierra que vale la pena
Una
canasta con frijoles, soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote
dos goles
Soy lo
que sostiene mi bandera
La
espina dorsal del planeta, es mi cordillera
Soy lo
que me enseñó mi padre
El que
no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy
américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina
¡Oye!
Totó La
Momposina
Tú no
puedes comprar el viento
Tú no
puedes comprar el sol
Tú no
puedes comprar la lluvia
Tú no
puedes comprar el calor
María
Rita
Tú no
puedes comprar las nubes
Tú no
puedes comprar los colores
Tú no
puedes comprar mi alegría
Tú no
puedes comprar mis dolores
Totó La
Momposina
Tú no
puedes comprar el viento
Tú no
puedes comprar el sol
Tú no
puedes comprar la lluvia
Tú no
puedes comprar el calor
Susana
Bacca
Tú no
puedes comprar las nubes
Tú no
puedes comprar los colores
Tú no
puedes comprar mi alegría
Tú no
puedes comprar mis dolores
Calle
13
Tengo
los lagos, tengo los ríos
Tengo
mis dientes pa' cuando me sonrio
La
nieve que maquilla mis montañas
Tengo
el sol que me seca y la lluvia que me baña
Un
desierto embriagado con peyote
Un
trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo
que necesito, tengo a mis pulmones respirando azul clarito
Não foi um bom ano para mim e os
meus se o prisma futebolístico for colocado em pauta; não senhor. Desmontado e
remontado algumas vezes este ano, meu time à la Frankenstein, produziu muito
pouco todo remendado. Não poderia ser diferente já que desde todo o sempre,
amém, o segredo de todo bom time de futebol é ter um bom conjunto: defesa forte,
meio de campo inteligente e ágil, ataque eficiente. Pois, o meu Timão, dando
poucas razões para a alcunha ultimamente, depois de tanta mudança anda
trançando as pernas e raramente consegue chegar ao gol.
Sendo assim, numa situação tão
desfavorável para mim e meu esquadrão, ver que conseguimos chegar ao final da
Copa do Brasil foi algo inesperado. E, mesmo sem a crença necessária na nossa
vitória, principalmente depois de sair atrás no placar no jogo em Belo
Horizonte, Corinthians e Cruzeiro em casa, último jogo da Copa, tinha chances,
mesmo remotas, de ser uma grande noite para o meu bando de loucos e crentes no
poder de nossa camisa e na proteção de São Jorge.
E, apesar de um começo difícil,
aos 7 minutos do segundo tempo um pênalti a nosso favor. Empate com gostinho de
esperança; podíamos fazer algo ainda. Aos 24 minutos, golaço de Pedrinho de
fora da área, diante dos meus olhos, bem na minha frente. Êxtase! Lucas e eu
festejamos verdadeiramente emocionados com a quase certeza de que seriamos campeões.
Pulamos, gritamos, nos abraçamos e festejamos com os desconhecidos da mesma
nação como se fossemos velhos conhecidos. Tínhamos uma boa chance e no segundo
tempo estávamos mostrando que a tal vitória não seria tão impossível assim.
Porém, contudo e todavia, golaços
também podem não valer nada. E o nosso, o do Pedrinho, foi lindo, perfeito e
feito obra prima sem nenhum defeito. Pois, não foi bem assim. O tal VAR apontou
uma falta do pequeno Jadson contra o gigantesco Dedé anulando o gol. Dedé
grande não apenas em tamanho, mas também em qualidade de futebol, havia caído
ao chão devido ao choque da mão de Jadson. Dedé grande e malandro, caiu porque
tinha que cair sendo tocado pelo pequeno JD em tal situação; e ele foi
realmente colossal na partida defendendo seu time. Mas... Mas anular o gol mais
bonito que fizemos nos últimos tempos foi mesmo uma maldade da tal modernidade
dos árbitros de vídeo no futebol.
O Gol inesquecível não valeu nada
e, com certa razão e um toque de justiça futebolística, não fomos campeões. Eu,
que por minha parte não esperava ser campeã, fiquei magoada, sentida mesmo, por
terem, assim, sem muito pudor, tirado um gol tão lindo e festejado por nós; por
mim. O gol inesquecível que, pelas regras, não existiu.