segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Miúdos meus



Miúdos meus

Fábio, Lucas, Giovanna e Pedro;
Diego, Bianca, Nicolas,
Vitória
e pelos últimos dias a habitar a terra
de olhos ainda tímidos, Miguel.
Quase impossível dizer todos os nomes
daqueles que à minha vida trazem um sentido antes desconhecido
sem uma pausa para um suspiro.
São eles os donos do amor desta vida para todo o sempre amém,
o amor que sempre fará sentido;
gratuito,
bonito,
com gosto de sorvete de chocolate e, no cinema,
muita pipoca
e uma enchente de risos.
Como disse muito bem dito o paternal Vinícius:
Filhos... Filhos? Melhor não tê-los!
Mas se não os temos como sabê-los?
Eles me sabem tão bem!
Tenho os meus filhos de coração e assim, para mim, eles são
 a alegria sem hora e  a gargalhada sem razão;
com toda a razão.
O carinho a todo momento e as conversas sobre
a vida que se constrói ao meu lado, sob as minhas vistas.
Meus olhos sorriem;
Sorriem sempre que percebem qualquer um dos meus miúdos perto de mim,
e dia de uma porção deles é dia de festa,
feriado nacional decretado por Deus
para que eu seja
feliz.





quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Latinoamérica


En tiempos en los cuales oímos tantas tonterías al respecto de nuestra identidad, no podemos olvidarnos que somos latinoamericanos: Un pueblo mesclado y esta es nuestra gran cualidad.



Latinoamérica
Calle 13

Soy, soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima
Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo

Frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, ¡mi hermano!
Soy el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva
Las caras más bonitas que he conocido

Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena
Una canasta con frijoles, soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles

Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera
Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina
¡Oye!

Totó La Momposina
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

María Rita
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Totó La Momposina
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Susana Bacca
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Calle 13
Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña
Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito, tengo a mis pulmones respirando azul clarito

La altura que sofoca
Soy las muelas de mi boca, mascando coca
El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba
Soy el mar Caribe que vigila las casitas

Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural

Totó La Momposina
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Susana Bacca
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Maria Rita
Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor
Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha'legria
Não se pode comprar minhas dores

No puedes comprar el sol
No puedes comprar la lluvia
(Vamos caminando)
No riso e no amor
(Vamos caminando)
No pranto e na dor
(Vamos dibujando el camino)
No puedes comprar mi vida
(Vamos caminando)
La tierra no se vende

Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo
Tampoco pestañeo cuando te miro
Para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
Perdono pero nunca olvido
¡Oye!

Vamos caminando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos dibujando el camino
(Vozes de um só coração)
Vamos caminando
Aquí estamos de pie
¡Que viva la América!
No puedes comprar mi vida

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Sobre a Esperança







Sobre a esperança


Espero estar equivocada

Sobre

O que vem por aí,

O que me contam meus instintos.

O que me canta ao pé do ouvido, consternado,

o meu grilo verde pálido.

Espero estar errada como a Lua que redonda e nua

Vaga boiando no infinito azul do céu de Jobim;

Céu que já foi mais claro

Em dias nos quais quem ditava as regras não era o capitão do mato.

Espero, porque depois de tudo decidido não há mais

Como olhar para trás;

Voltar.

Escrita a história do meu país a ferro e fogo,

Não a giz.

Espero, enquanto, reticente,

Leio as linhas que juntos
                                                         e apartados ao mesmo tempo,

Escrevemos.

domingo, 21 de outubro de 2018

O Golaço inesquecível que não existiu





O Golaço inesquecível que não existiu

Não foi um bom ano para mim e os meus se o prisma futebolístico for colocado em pauta; não senhor. Desmontado e remontado algumas vezes este ano, meu time à la Frankenstein, produziu muito pouco todo remendado. Não poderia ser diferente já que desde todo o sempre, amém, o segredo de todo bom time de futebol é ter um bom conjunto: defesa forte, meio de campo inteligente e ágil, ataque eficiente. Pois, o meu Timão, dando poucas razões para a alcunha ultimamente, depois de tanta mudança anda trançando as pernas e raramente consegue chegar ao gol.

Sendo assim, numa situação tão desfavorável para mim e meu esquadrão, ver que conseguimos chegar ao final da Copa do Brasil foi algo inesperado. E, mesmo sem a crença necessária na nossa vitória, principalmente depois de sair atrás no placar no jogo em Belo Horizonte, Corinthians e Cruzeiro em casa, último jogo da Copa, tinha chances, mesmo remotas, de ser uma grande noite para o meu bando de loucos e crentes no poder de nossa camisa e na proteção de São Jorge.

E, apesar de um começo difícil, aos 7 minutos do segundo tempo um pênalti a nosso favor. Empate com gostinho de esperança; podíamos fazer algo ainda. Aos 24 minutos, golaço de Pedrinho de fora da área, diante dos meus olhos, bem na minha frente. Êxtase! Lucas e eu festejamos verdadeiramente emocionados com a quase certeza de que seriamos campeões. Pulamos, gritamos, nos abraçamos e festejamos com os desconhecidos da mesma nação como se fossemos velhos conhecidos. Tínhamos uma boa chance e no segundo tempo estávamos mostrando que a tal vitória não seria tão impossível assim.

Porém, contudo e todavia, golaços também podem não valer nada. E o nosso, o do Pedrinho, foi lindo, perfeito e feito obra prima sem nenhum defeito. Pois, não foi bem assim. O tal VAR apontou uma falta do pequeno Jadson contra o gigantesco Dedé anulando o gol. Dedé grande não apenas em tamanho, mas também em qualidade de futebol, havia caído ao chão devido ao choque da mão de Jadson. Dedé grande e malandro, caiu porque tinha que cair sendo tocado pelo pequeno JD em tal situação; e ele foi realmente colossal na partida defendendo seu time. Mas... Mas anular o gol mais bonito que fizemos nos últimos tempos foi mesmo uma maldade da tal modernidade dos árbitros de vídeo no futebol.

O Gol inesquecível não valeu nada e, com certa razão e um toque de justiça futebolística, não fomos campeões. Eu, que por minha parte não esperava ser campeã, fiquei magoada, sentida mesmo, por terem, assim, sem muito pudor, tirado um gol tão lindo e festejado por nós; por mim. O gol inesquecível que, pelas regras, não existiu.