domingo, 6 de agosto de 2023

mOOdy

 


Love is not in the air and life goes on

Just like that

Not fair? Yeah…

Who has ever told us there was something magical ahead?

On the contraire, my man

All there is,

It is

what is there in front of thee

And there’s no name for this shit

re-a-li-ty

is where nothing is for real

no ma’am

So, let’s just go with the flow and forget that our life

so soon

Will meet its end

And maybe, just maybe

more than ten people will shed a tear

for me



Ando um tanto calada?

Que nada. Apenas percebo que pouco importa

o que te escrevo

você não se lembra

nem eu me lembro das sandices pueris que tentaram a esta vida trazer algum sentido

bobagens... bobagens meu querido

em breve deixaremos de ser nós mesmos

e seremos apenas memória

Que Glória!

Dormir por uma eternidade, feito bela adormecida,

Esquecida,

não me causa nenhum medo

aceito que a importância de nossa existência tenha sido ínfima

com a durabilidade menor de que uma sacola plástica

que no chão descansa em paz

aqui jaz

jazz



al carajo con todo 

y todos

punto final

(pues que en Español me pongo minimalista)


domingo, 9 de julho de 2023

Rainha Rita

 


Rainha Rita

 

Já se passaram dois meses depois da partida de Dona Rita e a vida besta, como ela diria, retornou a seu curso regular como se nada tivesse acontecido. Assim sempre foi; assim será. Afinal, partir faz parte integral do pacote e não há como escapar da grande surpresa no the end. No way my man.

Para mim, ao contrário do que cantou Caetano, sempre houve uma clara tradução de quem era Rita Lee. Uma mulher diferente, irreverente, livre e muito à frente do seu tempo; do meu tempo de menina. Uma mulher que me assustou, me surpreendeu, e me ajudou a compreender quem eu era; quem eu queria ser desde pequena.  Por isso, vê-la partir doeu e ainda dói um tanto em mim.

Rita Lee e sua música nos representou, às deselegantes meninas paulistanas sem muito jeito para o mise en scène esperado de toda mulher brasileira e sua dita sensualidade brejeira. Pois, por aqui não éramos todas brejeiras e nem muito dadas às etiquetas. Fazer o que me desse na telha sem ter que dar satisfações a seu ninguém; isso sim era o que eu queria já lá pelo início dos anos 80. E eu tinha em Rita a realização concreta de que aquilo era possível.

Mission accomplished, my queen. Fizemos e fazemos o que queremos, como podemos e sem ter que depender de ninguém. E eu agradeço a ti por ter sido uma mentora divertida e cheia de talento que cantou e me encantou desde o dia no qual eu me entendi mulher num mundo que não havia sido criado para mim.

God save you, My Queen Rita.