sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Adoniran Barbosa - TV CULTURA



Àquela que conhece os meus passos e o meu descompasso como ninguém. O único lugar no Mundo que chamo de meu. Música para a minha casa, Sampa. Para ela, que é uma parte de quem sou eu, o samba paulista. 
Feliz 459 anos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O engano



Enganei-me, enganei-me como ninguém mais pôde
enganar. Fiz-me cega
a ver aquilo que não há.
A crer em fadas e num Deus que se dedica
a provar que o amor é algo que se pode tocar.
Enganei-me, como durante uma vida inteira esperei
me enganar. Fiz-me surda
a ouvir-te com voz de anjo caído.
E a crer neste anjo, como se ele fosse um Gabriel,
a sussurrar-me que eu tinha uma alma  e que
os sentimentos que nela viviam
eram divinos. Verdadeiros.
Enganei-me como nunca alguém um dia poderá
a qualquer um enganar.
Enganei-me. E hoje,
dói-me,
mais do que todo o engano,
a dor de não mais poder me enganar. 


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Garrincha e um mundo onde todo mundo era João



E que se acabou há 30 anos. Um mundo onde se jogava pelo prazer de estar num campo de futebol. 
28.10.1933 - 20.01.93

domingo, 20 de janeiro de 2013

Uma menina sob encomenda




Tão natural quanto o é para quase todas nós, as meninas, esta minha menina aqui demonstra seu ciúme e gênio muito mais amiúde do que todos os meus meninos são capazes de fazer. E por isso mesmo, diferentemente de todos eles, ela reclama não ter tido ainda as minhas linhas dedicadas a ela há algum tempo. Como reclama não haver em mim o seu nome escrito para sempre numa tatuagem que a pequena não entende porque ainda não foi feita.  Pois, Gigi, saiba que nada disso é devido à falta de amor por ti. Sim?

A verdade é que, na maioria das vezes, isso de dar vida às palavras, sejam elas escritas numa tela ou na pele da gente, não se dá porque assim queremos, mas porque elas, as palavras, o desejam e surgem na cabeça e nos dedos de quem as escreve. Mas, seja lá porque for, (e eu concordo que um pouco sob a encomenda da geniosa menina), agora chegou a hora e a vez de falar sobre ela.

E falando nisso, “sob encomenda” é mesmo um termo muito certo para mote de todo este palavrório, porque a miúda em questão parece ter sido feita desta maneira: sob encomenda, e com medidas para lá de específicas.  Porque o fato é que a menina que eu sempre chamei de minha boneca, coisa que nenhum dos meninos jamais mereceu ou merecerá, jamais será o padrão de menina delicada e quietinha que as pálidas princesas das estórias infantis podem nos dar. Não senhor.

Dona de uma beleza por natureza morena e que encerra um quê de rainha do Nilo com seus escuros olhos de cílios compridos e seu temperamento espirituoso, Giovanna Maria é mesmo uma mistura misteriosa de Cleópatra com a boneca Emília de Monteiro Lobato. Alguém tão cheio de vida e personalidade que em muitos momentos, durante esses anos todos, me pareceu não poder ser apenas uma menina. Tagarela e bonita como só ela, amorosa e difícil como só as meninas sabem ser, dona de um riso engraçado e de todo o movimento que conhece este mundo de meu Deus; Gigi quando está conosco parece estar em todo lugar, e nos toma como se fossemos dela.

Por mais que eu tenha sido uma menina diferente dela, vejo na minha menina magrela e espevitada muito de mim como toda mulher deve ver nas suas pequenas. Creio eu. Nelas já vemos todos os nossos desejos, sonhos e sentimentos. Vemos que todos os sorrisos e as lágrimas já estão ali guardados; e que todos os segredos, dramas e enredos de uma vida inteira já nos espiam de soslaio sorrateiros. E vemos que toda a paixão-cega e a entrega que apenas se vê nas meninas já se vislumbram nelas. Por isso elas, e apenas elas, podem ser verdadeiramente nossas bonecas. Porque nos vemos nelas.

Eu, por minha parte, fico orgulhosa ao ver que sobra personalidade na minha boneca e espero, como toda menina grande espera, que ela seja muito mais esperta do que eu fui capaz de ser. Espero que ela nunca esqueça a menina que há nela e que seja feliz, antes de tudo e sem regras.

Um beijo pra ti, minha boneca.

Um beijo para todos.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Latinoamérica (mi Tierra)




Latinoamérica
Calle 13

Soy... soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima
Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, mi hermano!
Soy el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva
Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena
Una canasta con frijoles, soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera
São Paulo, Brasil
Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina
Oye!
Buenos Aires, Argentina
Coro
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
María Rita:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Susana Bacca:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Calle 13
Santiago, Chile

Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña
Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito, tengo a mis pulmones respirando azul clarito
La altura que sofoca,
Soy las muelas de mi boca, mascando coca
El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba
Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural
Coro
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Susana Bacca:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
María Rita:
Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor
Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode comprar minha'legria
Não se pode comprar minhas dores

No puedes comprar el sol...
No puedes comprar la lluvia
Vamos caminando, vamos dibujando x2

Calle 13
Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo
Tampoco pestañeo cuando te miro
Para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
Perdono pero nunca olvido
Oye!
Vamos caminando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos caminando
Aquí estamos de pie
Que viva la américa!
No puedes comprar mi vida...




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Cartola e sua música da alma



todas as palavras de Cartola são divinas, singelas e belas como poucas sabem ser; um gênio por natureza.