terça-feira, 22 de novembro de 2022
domingo, 20 de novembro de 2022
A Copa do Mundo Agridoce
A Copa do Mundo Agridoce
Começa mais uma Copa do Mundo e eu,
como sempre, me assanho. Olhos famintos por todos os jogos, camisa nova do
Brasil, horas e horas de programas sobre a bola. E a busca por outros que como
eu respiram o gramado da cancha felizes por estes dias para uma boa prosa de
horas é um prazer. Sim, gosto de futebol desde que me lembro por gente. Talvez
por querer passar algum tempo com meu pai e ter o que falar com ele. Coisa de
meninos, sabe? Pode ser.
Entretanto, não há, para mim, como
não se apaixonar por um jogo de xadrez cheio de emoção e movimento. Peças todas
vivas e alertas, a estratégia que anula o oponente, ataque contra defesa, os
lances geniais e inesperados. A inteligência e as capacidades físicas unidas a favor
da beleza de gols únicos; como não amar tudo isso? Não sei.
Desta vez algo me diz, simplesmente
porque sim, que mais uma vez verei a minha seleção campeã. Quiçá? Aceito apostas.
Chances temos, como quase todos os times as têm. Porém, o mundo todo há de convir
que 20 anos sem um título é tempo demais para nós. A mais mágica de todas as seleções
de futebol tem que brilhar mais uma vez; não? Sim! E isso será muito bom para
nós brasileiros apesar de todos os pesares.
E os pesares são tantos que, mesmo
com todo o fanatismo pela redonda a rolar, não conseguimos mais ignorar o
tamanho das injustiças do mundo do futebol, de sua cobiça infinita por dinheiro
e poder, de seus desmandos e absurdos que ocorrem apenas para que tenhamos nós,
pobres mortais, um mês de muito circo e pouco pão.
A copa no Qatar traz consigo mais questionamentos
sobre o quão equivocada foi esta escolha de país para o evento do que as maravilhas
que todo o infindo dinheiro dos xeiques catares pode comprar. Afinal, como
celebrar uma nação onde a liberdade é um bem restrito a homens héteros e com
alguns dinheiros no bolso? Um país misógino, xenófobo, homofóbico. Um país? Pois,
não há como celebra-lo.
Como foi difícil celebrar a Rússia de
18, o Brasil de 14, a África do Sul de 10... a Argentina de 78. Esta é uma
história antiga, não?
Curioso torna-se, porém, o fato de
percebermos que um país artificialmente fantástico em sua essência não consiga
de forma alguma esconder as mazelas humanas, que pululam num mundo tão agridoce
quanto o nosso, de nossos olhos nem mesmo enquanto a tenda do grande circo está
armada e o picadeiro iluminado.
Que venha o hexa sem direito a
grandes festas e ilusões.
sexta-feira, 11 de novembro de 2022
Baby
Você precisa saber da piscina
Da margarina, da Carolina, da gasolina
Você precisa saber de mim
Baby, baby, eu sei que é assim
Baby, baby, eu sei que é assim
Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete, andar com a gente, me ver de perto
Ouvir aquela canção do Roberto
Baby, baby, há quanto tempo
Baby, baby, há quanto tempo
Você precisa aprender inglês
Precisa aprender o que eu sei
E o que eu não sei mais
E o que eu não sei mais
Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade
Da América do Sul, da América do Sul
Você precisa, você precisa, você precisa
Não sei, leia na minha camisa
Baby, baby,
I love you
Baby, baby,
I love you
Baby, baby,
I love you
Baby, baby,
I love you
Baby, baby, I love you
I will miss you, baby, forever.
terça-feira, 8 de novembro de 2022
sexta-feira, 4 de novembro de 2022
OmarAmar
OmarAmar
Há tempos perdi-me no labirinto construído
pelo contorno da tua boca
silenciosa
Esperando que me devores
e me engulas sem cerimônias, sem resistências
sem reticências
Vagam pelas vagas das tuas coxas minhas mãos
mornas, enquanto
Enamorados pelo canto esquerdo do teu sorriso tão sonoro
mergulham meus olhos nas tuas curvas ondas
Dentes felizes na carne
Unhas felinas, preguiçosas, passeiam pelos teus flancos
francos
Mergulho em ti
Tu mergulhas em mim
Afogamo-nos
O mar amar
amar no mar
Há amor
amor
OmarAmar
domingo, 30 de outubro de 2022
Sem paixão, por favor.
Sem paixão,
por favor.
A esta hora,
pouco mais de uma hora depois do final das eleições no Brasil, não sabemos como
nem qual será o nosso futuro. Continuaremos com o Sr. Jair e seu clã do terror
ou teremos Lula e sua megalomania de volta? Meu voto não é secreto, apesar de
não o gritar aos quatro ventos. Jamais, em tempo algum, votaria em um ser
humano do naipe do Sr. Jair. Seus asseclas diriam: um homem honesto, não? Não,
não senhor.
A verdade é que,
como a grande maioria dos senhores e senhoras que grassam na vida política de
Terra Brasílis, tanto Luiz Inácio quanto Jair Bolsonaro estão distantes da
hombridade e honestidade que desejamos. Ambos mentem descaradamente, creem-se seres
ungidos por Deus, são desonestos e malandros por hábito e, com certeza, estão
ou estiveram envolvidos em casos de desvio de dinheiro público para os próprios
cofres ou para os cofres de seus partidos políticos.
Qual a diferença
então? A diferença é que o Mundo como pensa o Sr. Jair é um mundo que não está
certo para mim. Um mundo violento e preconceituoso, um mundo sem nenhum respeito
à vida e à natureza, um mundo sem lugar para a educação como a vejo e cheio de
igrejas que pregam tudo, menos o amor cristão.
A diferença é
que tenho ojeriza a este tipo que prega pela família tradicional brasileira com
sua moral irreal e cheia de preconceitos. Um tipo que todos nós deveríamos conhecer;
principalmente as mulheres. O tipo que urra contra a aprovação do aborto legal
no Brasil ao mesmo tempo que paga pelo aborto das amantes. Aquele que arrota
honestidade enquanto passa a perna nos outros sempre que tem a oportunidade. Aquele
que diz que defende as mulheres ao mesmo tempo que as têm como seres inferiores.
Aquele tipo que tenta a todo o custo nos dizer o que pensar, o que sentir.
Não morro de
amores por Lula; não senhor. E, sinceramente, desconfio profundamente dos
apaixonados por políticos de plantão. Como podem ser tão tontos assim? Mania sem
pé nem cabeça desta minha América Latina de querer encontrar para si um
salvador da pátria. Isso é tão irracional que dói quando penso. Como diz muito
bem o outro: políticos não existem para serem admirados, mas sim cobrados. Deveriam
nos representar e nos servir. Bem, não o fazem, pelo menos ainda não, por aqui.
Mesmo assim, sem
grandes alegrias e pronta para enfrentar problemas futuros, sentir-me-ei
aliviada com o fim da presidência de Jair Bolsonaro. E espero que, depois de
tanta bobagem feita, possamos pensar a política no meu país de forma racional e
nada apaixonada. Afinal, a paixão cega; sempre.
Por hoje quero
apenas esperar o resultado das eleições e cantar mais uma vez, como cantamos
por tanto, por tempo demais por aqui.
“Apesar de você,
amanhã há de ser outro dia...”


