domingo, 20 de janeiro de 2019

O Tempo (10 anos)




O Tempo (10 anos)

A ideia de comparar através de fotos os últimos 10 anos me assusta um pouco. Afinal, não preciso de foto alguma para perceber que não estou melhor fisicamente agora do que estava em 2009. Como dizem todos, a idade chega para todos e, já que não voltei a ser anjo morando nas nuvens ainda, estou envelhecendo. E dez anos, (bora combinar), são uma carga pesada para quem não é mais um miúdo. Escondam os espelhos! (risadas)

Há dez anos fazia um pouco mais de um ano que eu voltara para São Paulo depois de viver alguns anos em Fortaleza e, uma década depois cá estou em numa situação parecida. Desde maio passado cá estou eu mais uma vez. Curioso isso, não? A verdade é que o fato não passa disso: apenas de uma curiosidade. Já que, afora a tal coincidência geográfica, a vida agora não se parece em quase nada com os idos anos. Eu mesma deixo de me parecer comigo; pelo menos com a mulher que eu era em 2009. E poderia dizer que estou a evoluir, ou a ganhar mais independência e uma carapaça análoga àquelas que sustentam as tartarugas. Se isso é realmente bom... Bom, todavia não sei dizer.

O tal 2009 foi um ano de estrema importância para mim. Mudou-me para todo o sempre com seus fatos e momentos incríveis que ocorreram quase sem ninguém perceber. Meus segredos nasceram naquele momento, (sorriso), segredos não muito secretos; eu sei. Porém, naquele ano nasceram os segredos que minha alma carrega consigo, e nasceu uma vontade que deveria estar latente há anos e eu não sabia. Em 2009 comecei a escrever, a fazer esta terapia solitária que garante a sanidade necessária para seguir em frente.

Pois é, uma década se passou, e os tais dez anos passaram mais rapidamente do que eu imaginava seria natural ser. Hoje eles parecem-me um pouco mais do que alguns meses; um tempo que passou sem eu me aperceber. Por isso, agora, espero que eu abra muito bem meus olhos e assim os mantenha. Como diria o Renato Russo: “Não temos tempo a perder.”



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